Foi às 17 horas de sexta-feira, dia 18 de novembro de 2016, que o último troço da A5 abriu ao trânsito. Com a criação de novos acessos que ligam a A5 à ampla rotunda de Birre, a região a Norte do concelho de Cascais e as localidades de Birre, Torre, Areia, Quinta da Marinha e Guincho vão beneficiar desta extensão.

Num investimento de 600 mil euros, assumidos pelo orçamento da autarquia, o qual o presidente Carlos Carreiras, disse que foi possível “graças a termos uma situação financeira estável, o que nos permite resolver estes problemas e constrangimentos.”, esta obra recebe e distribui o trânsito de forma eficaz e segura.

Realizado pela Câmara Municipal de Cascais, o projeto traduz-se na criação de uma rotunda no final da A5, a partir da qual saem duas ramificações: uma em direção a Norte do concelho (via Aldeia do Juso) e outra para Sul, que irá servir as localidades de Birre, Torre, Areia, Quinta da Marinha e Guincho.

A nova rotunda receberá o nome de um dos mais prestigiados pedagogos portugueses, Delfim Santos. O nome que com absoluta justiça coroa a conclusão da autoestrada que liga Cascais e Lisboa, 73 anos depois da inauguração do seu primeiro troço, em 1944.

“Temos feito melhorias em vários constrangimentos a nível rodoviário”, afirmou no discurso inaugural Carlos Carreiras, “como na ligação da Adroana a Manique, na circular interna de Manique, e na outra saída da A5, em São Domingos de Rana, no nó de Carcavelos, em direção à Abóboda, Tires, Trajouce e Talaíde. Muitos cidadãos passavam horas infindas no trânsito, numa perda de tempo absoluta. Agora, podem chegar a casa mais cedo, consumindo menos combustível.” O presidente da Câmara Municipal de Cascais lembrou ainda que o aumento dos níveis de mobilidade no concelho “é uma estratégia que definimos como fundamental. Esta obra integra-se nessa estratégia, de melhoria da rede rodoviária de aposta nos transportes públicos (incluindo o aumento do estacionamento junto às estações e zonas que lhes são periféricas) e na mobilidade suave, com um forte investimento, quer em número de bicicletas partilhadas, quer em quilómetros de ciclovias.”